Polícia Civil esclarece falso furto de carro e identifica disputa entre compradores em Porto Velho

Polícia Civil esclarece falso furto de carro e identifica disputa entre compradores em Porto Velho
Crédito:Rondoniagora

A Delegacia Especializada de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (Defrva) esclareceu um caso inicialmente registrado como furto de veículo e constatou que a ocorrência, na verdade, envolvia uma disputa particular relacionada à negociação de um automóvel. O carro foi localizado na tarde desta quarta-feira (22), em uma residência no bairro Eldorado, zona sul de Porto Velho.

As investigações apontaram que o veículo havia sido retirado da frente de uma casa no bairro Socialista há cerca de duas semanas. Conforme apurado pela Polícia Civil, o antigo proprietário utilizou uma chave reserva para buscar o carro após um desentendimento sobre a negociação, enquanto a outra parte registrou a retirada como furto.

Com base em informações de inteligência, equipes da Defrva, coordenadas pelo delegado Alessandro Morey, localizaram o automóvel em um imóvel na Rua Açaí. Um drone da Polícia Civil confirmou que o veículo estava no quintal da residência.

Os investigadores tentaram contato com os moradores, mas não receberam autorização para entrar no imóvel. Após a confirmação da localização do veículo, o portão foi arrombado para que a equipe realizasse a recuperação do carro.

No local, Douglas L. P. admitiu que havia retirado o automóvel e o mantinha guardado na residência. O veículo foi apreendido e encaminhado ao Departamento de Flagrantes.

Ao concluir a investigação, a Polícia Civil verificou que o caso se tratava de um conflito patrimonial decorrente de uma negociação, situação que deveria ser resolvida na esfera cível, e não por meio de registro de ocorrência policial ou da retirada do bem por iniciativa própria.

Ocorrências semelhantes são frequentes

Segundo o delegado Alessandro Morey, esse tipo de situação é recorrente. Pessoas envolvidas em negociações frustradas, dívidas ou outros conflitos particulares acabam registrando falsas ocorrências de furto ou recuperando veículos por conta própria, em vez de recorrer ao Poder Judiciário.

Ainda de acordo com o delegado, o homem que registrou a falsa ocorrência poderá responder pelo crime de comunicação falsa de crime. Já Douglas poderá ser responsabilizado por exercício arbitrário das próprias razões, por ter retirado o veículo utilizando uma chave reserva sem recorrer aos meios legais.

Morey ressaltou que esse tipo de prática mobiliza policiais, equipamentos e recursos públicos em conflitos particulares, comprometendo o atendimento de ocorrências que realmente envolvem crimes.