CASO JENIFFER: motorista da SW4 dá seu relato e afirma que não viu a técnica de enfermagem caída na BR-435 em Cerejeiras
A equipe de reportagem do 360 Rondônia fez uma ligação para Nereu Mezzomo, que é o condutor da caminhonete SW4 envolvida no trágico acidente que resultou na morte da técnica de enfermagem Jeniffer de Oliveira Novais, de 26 anos, ocorrida no dia 7 de julho, na BR-435, em Cerejeiras.
Na terça-feira, 01, Nereu prestou esclarecimentos à Polícia Civil sobre o ocorrido. Em sua declaração, ele apresentou sua perspectiva sobre o que aconteceu no momento do atropelamento e disputou as informações contidas no Boletim de Ocorrência.
O acidente ocorreu pouco antes das 6h, quando Jeniffer estava se deslocando em uma motocicleta Honda Biz em direção a Cabixi, onde iria realizar um de seus primeiros turnos após ter sido recentemente aprovada em um processo seletivo.
Durante a passagem por uma parte da rodovia que estava em obras, a técnica de enfermagem teria perdido o equilíbrio e caído com a motocicleta.
Logo depois, um casal que se dirigia de moto para Cerejeiras chegou ao local. Diante da gravidade da situação e ao perceber que Jeniffer estava inconsciente, o motociclista conseguiu alertar a tempo o motorista de um caminhão que estava logo atrás.
No entanto, nesse mesmo momento, a SW4 apareceu vindo na direção oposta e passou por cima da técnica de enfermagem, conforme as informações obtidas sobre o acidente.
MOTORISTA AFIRMA QUE NÃO VIU JENIFFER
Em entrevista ao 360 Rondônia, Nereu confirmou que estava ao volante da caminhonete no instante do atropelamento, mas declarou que não avistou Jeniffer caída no chão.
Quando indagado sobre o que poderia ter dificultado sua visão, ele mencionou que ainda estava escuro e que o caminhão que estava parado na pista oposta, com as luzes de sinalização acesas, teria comprometido a sua visibilidade.
Segundo Nereu, ao se aproximar da área, ele conseguiu enxergar apenas a motocicleta caída na rodovia, mas não notou a presença da vítima no chão.
NEREU DISCORDA DA NARRATIVA DE FUGA
A equipe de reportagem também questionou o condutor sobre a informação do Boletim de Ocorrência que indicava que ele teria deixado o local após o atropelamento.
Nereu negou ter fugido e afirmou que ficou no local até que o corpo fosse removido.
“Eu permaneci ali até que o corpo fosse retirado. Quem elaborou esse boletim não estava presente. Inclusive, as pessoas que chegaram primeiro já deram seus depoimentos, e todos confirmaram que eu estive lá”, afirmou.
MOTORISTA TAMBÉM REFUTA EXCESSO DE VELOCIDADE
Nereu ainda contestou a possibilidade de que estivesse dirigindo em alta velocidade. De acordo com ele, a SW4 estava a uma velocidade compatível com as condições da rodovia naquele instante.
Ele também confirmou que o motociclista, que chegou primeiro ao local junto com a esposa, foi quem fez a ligação para pedir ajuda.
“Naquele momento, nós ficamos paralisados, sem acreditar no que aconteceu. Nunca vivenciamos algo assim”, declarou.
As investigações referentes ao acidente continuam em andamento na Delegacia de Polícia Civil de Cerejeiras, que segue apurando as circunstâncias da morte de Jeniffer de Oliveira Novais e a dinâmica do atropelamento.
A Polícia Civil irá coletar as declarações e outras provas da investigação a fim de elucidar as condições do acidente e possíveis responsabilidades.


