Servidor municipal é investigado por desviar mais de R$ 13 milhões em São Francisco do Guaporé
Um servidor efetivo da Prefeitura de São Francisco do Guaporé, em Rondônia, é investigado por suspeita de desviar mais de R$ 13 milhões dos cofres públicos ao longo de aproximadamente dez meses. O caso veio a público na última sexta-feira (20) e gerou forte repercussão no município.
Segundo as informações apuradas, o servidor era responsável pela execução de pagamentos da prefeitura e teria utilizado o computador funcional para realizar transferências diárias para a própria conta bancária. Para evitar que o esquema fosse descoberto, ele supostamente falsificava relatórios internos e extratos bancários.
As irregularidades foram identificadas pela própria gestão municipal, que registrou denúncia junto às autoridades competentes. Em depoimento à Polícia Civil, o investigado confessou as práticas ilícitas e afirmou que o valor desviado pode ultrapassar R$ 13 milhões. Conforme relatado, parte do montante teria sido destinada a jogos de azar online.
Apesar da confissão, a polícia apura o caso com cautela e não descarta a participação de outras pessoas. O delegado responsável solicitou à Justiça a quebra dos sigilos bancário e telemático do investigado para rastrear a movimentação financeira e identificar possíveis envolvidos.
O procurador do município, Valnir Azevedo, acompanhou o servidor até a delegacia após o registro da ocorrência. O prefeito José Welington determinou a exoneração do cargo de confiança ocupado pelo investigado, além da suspensão de suas funções efetivas. A administração municipal também instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar responsabilidades na esfera administrativa.
A repercussão foi imediata, com manifestações de indignação por parte de moradores nas redes sociais. A Câmara Municipal deverá discutir, na próxima sessão, a possibilidade de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para acompanhar o caso e avaliar a dimensão dos prejuízos.
Após prestar depoimento, o servidor foi liberado, já que, conforme previsto em lei, possui bons antecedentes, residência fixa e não apresenta risco de fuga ou de interferência nas investigações. O caso segue em apuração.


