Polícia Civil aponta que dentista morto em Vilhena foi alvo de crime planejado por grupo especializado

Polícia Civil aponta que dentista morto em Vilhena foi alvo de crime planejado por grupo especializado
Crédito:Rondônia em pauta

Quatro suspeitos foram presos e investigação aponta atuação de organização responsável pelo planejamento e execução do assassinato de Clei Bagatini

A Polícia Civil de Rondônia afirmou, durante coletiva realizada nesta quarta-feira (2), que o assassinato do dentista Clei Bagatini, de 50 anos, foi planejado e executado por um grupo criminoso que atuava como uma espécie de “escritório do crime” em Vilhena.

Bagatini foi morto a tiros dentro do próprio consultório, em julho de 2024. Na terça-feira (1º), quatro pessoas foram presas durante uma nova etapa da investigação, suspeitas de participação no planejamento e na execução do homicídio.

Segundo a Polícia Civil, os investigados não tinham relação anterior com a vítima. O grupo apontado como responsável pela execução já foi desarticulado, e os investigadores sustentam que seus integrantes participaram diretamente da preparação e realização do assassinato.

Os nomes dos quatro presos não foram divulgados pelas autoridades.

Suspeitos se reuniam em áreas de mata

A segunda fase da investigação resultou na identificação e prisão dos novos suspeitos. De acordo com a Polícia Civil, o inquérito possui cerca de 2 mil páginas e envolveu uma apuração considerada complexa.

As investigações apontam que os envolvidos realizavam encontros presenciais em áreas de mata para discutir detalhes e organizar a execução do crime.

Após o assassinato, os suspeitos teriam destruído os próprios aparelhos celulares na tentativa de eliminar possíveis provas e dificultar o trabalho dos investigadores.

Até o momento, sete pessoas foram identificadas pelas autoridades como relacionadas ao caso.

Na primeira fase da investigação, a Polícia Civil identificou Raqueline Leme Machado e Maicon Sega Araújo, que mantinham um relacionamento. O casal foi condenado pela Justiça, em abril de 2026, pelo envolvimento na morte do dentista.

Também durante a primeira etapa, os investigadores chegaram ao nome de Maicon da Silva Raimundo, apontado como autor dos disparos que mataram Bagatini.

Ele, no entanto, não chegou a ser preso pelo homicídio. Cinco meses após o assassinato, Maicon morreu durante um confronto com policiais em Colniza (MT).

Polícia Civil inicia terceira fase da investigação

Com a conclusão da segunda etapa, a Polícia Civil dará início à terceira fase da investigação, que terá como foco identificar outros possíveis participantes do planejamento e da execução do crime.

Os investigadores estimam que ainda existam três ou quatro pessoas que possam ter integrado a organização envolvida no assassinato.

A Polícia Civil continua apurando o grau de participação de cada suspeito e as circunstâncias que levaram à contratação do grupo para executar o homicídio do dentista.