Mãe de jovem que morreu após ser atropelada na BR-435 cobra respostas e justiça em Cerejeiras

Mãe de jovem que morreu após ser atropelada na BR-435 cobra respostas e justiça em Cerejeiras
Crédito:Folha do Sul Online

Advogada da família afirma que vítima teria sido atropelada enquanto estava caída na rodovia e questiona depoimentos prestados à Polícia Civil

A mãe da técnica em enfermagem Jeniffer de Oliveira Novais, de 26 anos, fez um desabafo nas redes sociais e cobrou respostas sobre as circunstâncias que levaram à morte da filha. Jeniffer morreu após um acidente ocorrido na BR-435, a cerca de 8 quilômetros de Cerejeiras (RO), na saída para Colorado do Oeste.

O relato foi divulgado em um vídeo publicado pela advogada criminalista Monica Grasiela de Matias, que atua na defesa da família. Segundo a profissional, novas informações levantadas durante a investigação indicariam que Jeniffer não teria morrido apenas em decorrência da queda sofrida na rodovia.

De acordo com a versão apresentada pela defesa, após cair no asfalto, a jovem teria permanecido caída na pista enquanto algumas pessoas tentavam sinalizar o local para alertar outros motoristas. Ainda segundo a advogada, uma Toyota SW4 teria passado pelo trecho e atingido a vítima, provocando lesões que resultaram em sua morte.

A advogada afirma que o laudo apontou laceração hepática e contusão pulmonar como causas das lesões fatais. As circunstâncias exatas do atropelamento, entretanto, ainda são objeto de investigação.

A defesa também questiona a identificação dos ocupantes da SW4. Conforme o relato publicado pela advogada, quatro pessoas estariam no veículo, mas apenas três teriam sido identificadas no inquérito. Ela ainda levanta questionamentos sobre o depoimento de um dos envolvidos e sobre a ausência de informações a respeito de um suposto quarto ocupante.

Outro ponto levantado pela defesa diz respeito à agenda dos ocupantes do veículo antes e depois do acidente. Segundo a advogada, parte do grupo teria participado de uma reunião política em Cerejeiras no dia 6 de julho e, no dia seguinte, teria estado em Corumbiara para gravações relacionadas a uma campanha eleitoral.

A profissional do Direito afirma que não pretende divulgar, neste momento, os nomes dos envolvidos nem atribuir individualmente possíveis crimes, ressaltando que confia na investigação e na atuação da Justiça.

A Polícia Civil de Cerejeiras conduz a apuração do caso, que tramita sob sigilo. Testemunhas já teriam sido ouvidas para esclarecer a dinâmica do acidente e as circunstâncias da morte de Jeniffer.

A família afirma que continuará cobrando o esclarecimento completo dos fatos e a responsabilização de eventuais envolvidos.

“A defesa da família de Jeniffer registra aqui que não se curvará perante essa crueldade”, declarou a advogada na publicação.