Influenciadora volta a ser alvo de operação policial dias após deixar a prisão em RO
A influenciadora digital Izabela Thais Paiva Macedo, de 26 anos, conhecida como Iza Paiva, foi alvo da operação “Desmame”, deflagrada nesta quinta-feira (23) pela Polícia Civil de Rondônia.
Durante a ação, os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na residência da investigada. Foram recolhidos um carro, o celular e uma agenda com anotações consideradas relevantes para as investigações. Todo o material passará por perícia.
A operação tem como foco desarticular uma organização criminosa envolvida no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro. Segundo a polícia, o grupo é responsável pela movimentação de mais de 1,5 tonelada de entorpecentes oriundos da Bolívia, com distribuição para estados da região Centro-Oeste.
Iza Paiva havia sido presa preventivamente em outubro de 2025, suspeita de mandar integrantes de uma facção criminosa torturarem dois homens que teriam invadido e furtado sua residência. A prisão foi revogada na última sexta-feira (17), por decisão da Justiça de Rondônia, e ela passou a responder ao processo em liberdade, mediante cumprimento de medidas cautelares.
De acordo com a Polícia Civil, a operação desta quinta-feira apura fatos anteriores à prisão da influenciadora e não tem relação direta com o processo pelo qual ela já responde.
Em nota, a defesa informou que Iza Paiva está em liberdade por decisão judicial, cumpre as determinações impostas e permanece à disposição das autoridades. Os advogados também afirmaram que as apreensões realizadas não configuram अपराध por si só e que qualquer acusação depende de provas.
Operação Desmame
Ao todo, foram cumpridas 81 medidas cautelares, sendo 24 mandados de prisão preventiva e 57 de busca e apreensão em Rondônia, Goiás e no Distrito Federal.
Em Rondônia, as ações ocorreram em Porto Velho, Guajará-Mirim e Vilhena. Já em Goiás, os mandados foram cumpridos em Goiânia e Aparecida de Goiânia. No Distrito Federal, as diligências se concentraram em Brasília e Ceilândia.
As investigações, iniciadas em abril de 2025, apontam que o grupo criminoso atuava de forma estruturada. Entre as estratégias, estavam o uso de caminhões com compartimentos ocultos para o transporte de drogas e a utilização de linhas telefônicas internacionais para dificultar o rastreamento.
A polícia também identificou o uso de pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para ocultação de valores ilícitos. Um dos investigados teria movimentado cerca de R$ 500 mil em um ano, valor incompatível com a renda declarada.
Além das prisões e buscas, a operação inclui bloqueio de contas bancárias, apreensão de bens e aprofundamento das investigações financeiras do grupo.
Histórico do caso
A influenciadora foi presa em Porto Velho sob suspeita de envolvimento em um episódio de tortura após o furto de sua residência. Segundo a Polícia Civil, ela teria ordenado que os suspeitos fossem localizados, punidos e obrigados a devolver os bens.
Na ocasião, a corporação afirmou que a investigada optou por não acionar as autoridades e agiu por conta própria.
Após cerca de seis meses de prisão preventiva, a Justiça concedeu liberdade à influenciadora, que agora aguarda o andamento do processo fora do sistema prisional.


